O que é uma arte-final?
Conheça uma pequena parte do universo que cerca a arte-final
Criatividade e direção de arte são uma parte fundamental da publicidade, mas a arte-final é a especialidade que faz com que as ideias se transformem em realidade. Chack Robles é um designer gráfico mexicano especializado em direção de arte-final e impressão, com quase três décadas de experiência trabalhando em publicidade impressa em agências como McCann Erickson, Publicis e Flock, além de ter colaborado com marcas como Coca-Cola, Microsoft e Jack Daniel's.
Seu trabalho consiste em ajudar designers, ilustradores e grandes marcas a fazerem com que seus projetos superem as expectativas depois de impressos, tudo graças à arte-final. Mas, a que esse termo se refere exatamente? Chack oferece a resposta e um pouco de história na sequência do texto:

O que é a arte-final?
No design gráfico, a arte-final é o processo de preparação de um arquivo gráfico antes de ser enviado ao responsável pela impressão, o que requer um conjunto de conhecimentos técnicos para que se materialize exatamente como foi pensado. É importante que todos os envolvidos neste processo conheçam os princípios da preparação de arte-final, começando pelo designer, a área de marketing, copy e claro, impressão, para que tudo saia perfeito. Dominar este aspecto do design permite defender sua criação diante de um cliente, uma mídia e um impressor para que ela saia como deveria.
A evolução da arte-final
Há cerca de 15 anos existiam empresas que se dedicavam somente à preparação de arte-final, também designada de pré-impressão. Contavam com profissionais exclusivamente focados no manuseio e formatação de arquivos. A área de retoque digital e calibração de fotos ficava em outro setor; ainda eram utilizados slides e grandes scanners.
Hoje, os computadores e a era digital ajudaram a simplificar o processo e é possível deixar o serviço de arte-final sob a responsabilidade da agência que preferir.

O surgimento da arte-final
O primeiro exemplo de arte-final começou com testes finos. Estes testes consistiam em papel com um substrato queimado com o auxílio de laser; eram o primeiro passo para fazer um positivo ou um negativo: os positivos eram utilizados na serigrafia e estampas semelhantes, os negativos para offset, uma seleção de cores.
Neste caso, o logotipo de uma cervejaria, por exemplo, era dividido em camadas de cores: ciano, magenta, amarelo, preto, alguns Pantones e uma tinta branca que dá vida às cores. Hoje elas não são mais necessárias, pois a separação já existe nos programas de design.

Ferramentas básicas
Também existem ferramentas que, com o passar dos anos, vêm sendo mantidas para auxiliar na qualidade dos materiais, como o contador de fios e o guia Pantone: o primeiro é a ferramenta com maior suporte no teste de cor, pois auxilia, em um teste na máquina, a verificar em detalhes que, se pedir uma seleção de cores (CMYK), estas caiam perfeitamente em seus ângulos e a aparência final fique do jeito que deseja.
Por outro lado, o guia Pantone é um item básico para a amostra de cores no estado sólido e em CMYK, que sempre terão uma diferença. Afinal, as sólidas são criadas a partir de 16 pigmentos e são plásticas; a seleção de cores (CMYK) é baseada em ciano, magenta, amarelo e preto, com seus respectivos percentuais para que o impressor possa realizar a combinação correta de cores.
É aconselhável ter dois guias Pantone básicos: o coated, para papéis e materiais brilhantes; o uncoated, para materiais mais absorventes e mate.

Chack Robles oferece na Domestika o curso Arte-final: preparação de arquivos para impressão, a melhor opção para aprender a dominar a arte-final e conhecer as regras e princípios básicos de impressão para obter resultados perfeitos em todos os seus projetos impressos.
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