Milton Lavor

Sou feudo dos sonhos que viram jamais;
Os beijos no espelho que indicam o não mais;
Os medos que tornam os sonhos mortais;
Os dedos que julgam se achando normais.

Sou o mundo mudo que não muda e mente,
O final banal que fugiu contente
E o mais comum, fingindo o diferente.

Sendo tanto e tudo e um tanto faz
Vendo o absurdo e pedindo mais.
Assistindo o vento me varrer mordaz.
Desgastar meu tempo e me deixar pra trás.

As digitais no espelho
Não aquecem a pele.
E o meu melhor conselho,
É que seja breve

No sentido das palavras;
Na busca da razão.
E em qualquer emboscada
Que fizer o coração.

Sou o instante instado a criar.
O mortal que busca o eterno.
Sou o que posso e tento mudar
Pois ser menos seria o inferno.

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