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10 capas de álbuns icônicas da música brasileira, parte II

Conheça a história por trás de 10 projetos gráficos marcantes da música brasileira, na segunda parte desta matéria

Para continuar a nossa seleção de capas de álbuns marcantes da música brasileira, selecionamos cinco obras de estilos distintos: samba, rock, metal e manguebeat. Em comum, a qualidade musical e do design gráfico.

Você pode conferir a primeira parte aqui.

6. Verde Que Te Quero Rosa, de Cartola, 1977

Talvez o maior poeta do samba brasileiro, Angenor de Oliveira, o Cartola, teve uma estreia tardia no mercado fonográfico, em 1974, aos 66 anos. Sua imagem mais emblemática, no entanto, é a que ilustra o terceiro álbum de estúdio, Verde Que te Quero Rosa, lançado três anos depois.

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'Verde Que Te Quero Rosa', capa por Ivan Klinger

Por muito pouco, ela quase não aconteceu. Avesso às fotografias, Cartola fez o que pode para fugir das lentes de Ivan Klinger, que precisou ir até a casa do compositor para fotografá-lo.

Klinger contou com um golpe de sorte: enquanto o sambista e o fotógrafo conversavam, Dona Zica, a esposa de Cartola, serviu café num jogo de louça nas cores verde e rosa - as mesmas do título do disco, em homenagem à escola de samba Estação Primeira de Mangueira, da qual era um dos fundadores. O olho treinado de Klinger percebeu a beleza do momento e fez o registro que estamparia um dos grandes álbuns da música brasileira.

7. Cabeça Dinossauro, de Titãs, 1986

Primeiro disco de ouro da banda paulistana — e também o mais pesado — Cabeça Dinossauro traz clássicos como Família, Bichos Escrotos, Polícia, Homem Primata. Na sonoridade, além da influência óbvia do punk, são perceptíveis elementos de reggae e funk.

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'Cabeça Dinossauro', capa com ilustração de Leonardo da Vinci

A ilustração da capa, que expressa o conteúdo visceral da obra, é de ninguém menos que Leonardo da Vinci. Trata-se do esboço A expressão de um homem urrando, cedido pelo Louvre. Na contracapa, outra ilustração do artista italiano: Cabeça grotesca.

8. Roots, de Sepultura, 1996

Não é exagero dizer que este álbum foi um divisor de águas no mundo do metal. Além da faixa Itsári, gravada com índios Xavante, Roots inovou ao trazer berimbaus e tambores ao lado de guitarras afinadas em tons mais baixos e foi o maior sucesso comercial da carreira do Sepultura - cerca de dois milhões de cópias vendidas.

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'Roots', capa por Michael R. Whelan

A base para a capa foi o retrato de um menino indígena presente na nota de mil cruzeiros. A partir de uma fotocópia enviada pelo vocalista Max Cavalera, o artista Michael R. Whelan trabalhou para transmitir o conceito de "raízes" que norteia a obra.

9. Vivendo e não aprendendo, Ira!, 1986

Considerado por muitos o melhor álbum do grupo, Vivendo e não aprendendo traz um projeto gráfico inspirado nos quadrinhos. A tipografia, tanto na capa quanto no encarte, procura imitar as fontes de HQs antigas, como Flash Gordon e Superman.

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'Vivendo e não aprendendo", capa por Ana Ciça, Dora Longo Bahia, Camila Tajber e Paulo Monteiro

Para a capa, os membros da banda queriam algo mais conceitual e reuniram representações, em diferentes estilos, dos quatro integrantes. Ana Ciça assina o retrato do baterista André Jung; Dora Longo Bahia o do guitarrista e principal compositor, Edgard Scandurra; Camila Tajber o do vocalista, Nasi, e Paulo Monteiro o de Ricardo Gaspa, baixista.

10. Da Lama ao Caos, de Chico Science & Nação Zumbi, 1994

Disco inaugural do Manguebeat, movimento que combina ritmos regionais brasileiros como forró, embolada e maracatu com rock, eletrônica, hip hop e funk, Da Lama ao Caos se encarregava da tarefa anunciada por Chico Science na faixa de abertura: "Modernizar o passado é uma evolução musical".

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'Da Lama ao Caos', capa por Dolores & Morales

O projeto gráfico é assinado por Dolores & Morales, que correspondem respectivamente a Hélder Aragão, o DJ Dolores e ao cineasta Hilton Lacerda, sob pseudônimo. Tendo como base uma fotografia de Fred Jordão, a capa foi criada por meio do recorte de fotocópias reticuladas, compostas manualmente na forma de um caranguejo, símbolo do Manguebeat.

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